Publicado 15/03/2010 17:15
Quatro anos para promover desenvolvimento cultural, urbano, econômico e social em 173 cidades brasileiras. Entre elas, são 13 gaúchas. Esta é a promessa do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Histórias (PAC Cidades Históricas), lançado há um mês pelo governo federal, que deve repassar R$ 150 milhões por ano aos municípios cadastrados. Pelotas é um deles. Aqui o PAC terá aplicação em 25 propostas que pretendem, além de recuperar o patrimônio, descentralizar os investimentos à cultura.
O Plano de Ação de Pelotas, entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nesta semana, prevê um orçamento total de cerca de R$ 55 milhões - R$ 51 milhões provenientes do governo federal, R$ 636 mil do municipal e quase R$ 4 milhões de outras iniciativas. Entre as ações descritas no documento, duas já foram aprovadas pelo Iphan e agora esperam na fila pelas primeiras liberações de recursos. Os projetos contemplam a revitalização do Theatro Sete de Abril e do prédio que abrigará a Câmara de Vereadores, onde funcionava a antiga Secretaria de Finanças.
Conforme o Plano elaborado pela prefeitura o trabalho será concentrado em dois eixos chamados de Áreas Especiais de Interesse do Ambiente Cultural (AEIAC). Uma delas é a Zona de Preservação do Patrimônio Cultural (ZPPC), o famoso Centro Histórico, já contemplado pelo anterior Programa Monumenta. A outra, denominada Sítio Charqueador, inclui as 13 sedes remanescentes das charqueadas e a população residente em seus entornos.
Entre as ações projetadas para a área das charqueadas está a pavimentação de vias de acesso, melhorias em redes de esgoto, água, iluminação pública e rede elétrica, além de revitalização dos patrimônios tombados - Monumento Obelisco Republicano e Museu Parque da Baronesa.
No Centro, um dos projetos para a ZPPC é a instalação de redes elétricas subterrâneas, embutindo a fiação aérea de alta e baixa tensão. Esta execução é planejada para envolver a praça Coronel Pedro Osório, o Mercado Público, o entorno da Catedral São Francisco de Paula e a rua Lobo da Costa - entre Félix da Cunha e Gonçalves Chaves. A instalação de rotas acessíveis a pedestres e sinalização turística em pontos estratégicos também fazem parte do Plano, que ainda projeta investimentos em paisagismo, iluminação cênica, criação de escolas artísticas e editais para financiamento de recuperação de imóveis privados.
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Fonte: Diário Popular
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