Publicado 08/07/2010 14:33
Amélia Lopez Cruz, La Dama del Tango, calou seu bandônion na última sexta-feira (2). A senhora de 82 anos morreu, vítima de um acidente vascular cerebral, apenas fisicamente; em Pelotas e em cada canto que se celebrar a cultura fronteiriça da Latino-América, ela continuará a existir.
Nascida no Uruguai, bem no limite entre gauchos e gaúchos, há 75 anos acumulava sua obra. Logo aos seis descobriu um mundo novo, de notas, sons e acordes, nas cordas do violão. Mas foi aos oito que conheceu, enfim, aquele que a acompanharia até os últimos instantes: o bandônion - instrumento que a consagrou como ícone do tango e exemplo de vanguardismo.
Para o amigo e também músico, Lyber Bermúdez, o que fica também são os momentos descontraídos da senhora, sempre bem-humorada. “Ela era maravilhosa. Sempre tinha uma história para contar”, lembra, destacando a importância da amiga para o meio artístico da fronteira. “Ela contribuiu muito para o tango, ainda mais por ser mulher em um meio machista. Rompeu todos os muros”, conta, Bermúdez, que, embora nunca tenha tocado oficialmente junto com ela, sempre acompanhou suas apresentações.
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Fonte: Diário Popular
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