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Documentário Olhares sobre Pelotas conta a história sobre a praça mais famosa da cidade

Publicado 31 Jul

O local já passou por vários nomes: Praça da Regeneração, Praça do Redondo, Praça do Theatro, Praça Dom Pedro II e Praça da República. Desde a década de 1950, chama-se Praça Coronel Pedro Osório e é considerada o coração da cidade. Lugar do cotidiano, do vai e vem de pessoas, e também de tranquilidade e de lazer. Atualmente um orgulho dos pelotenses, a praça do Centro Histórico viveu várias fases ao longo de quase 200 anos. Todas essas transformações são abordadas no documentário Olhares sobre Pelotas, com lançamento nesta sexta (31), às 18h, no Casarão 8.

Sob o comando do jornalista Leonardo Tajes Ferreira e do fotógrafo Gustavo Mansur, a produção tem como objetivo desmistificar a belle époque de Pelotas, cujo símbolo é a praça e seus arredores. “Pouca gente vivia nesses casarões. Pelotas era sustentada à base de escravos. Era uma cidade muito boa para muito poucos”, comenta o responsável pelas imagens.

Antes de ser um jardim público, o terreno de propriedade de Mariana Eufrásia da Silveira cedido à Freguesia de São Francisco de Paula em 1827, funcionou como um pelourinho, onde os “criminosos”, principalmente negros, eram expostos e punidos. Somente em 1873 o espaço de 80 braças quadradas recebeu arborização e o simbólico chafariz das Nereidas, que tinha a função social de ser uma fonte de fornecimento de água paga.

Logo depois, a praça foi cercada com um muro de alvenaria e grades de ferro. A decisão representou mais uma forma de elitizar o local e excluir os negros, tendo inclusive horários para frequentação e normas de como se comportar e se vestir. A mudança também apresentou um caráter privado. Todo e qualquer canteiro era arrendado e os donos poderiam instalar quiosques, os quais eram cobrados aluguéis.

O projeto paisagístico semelhante ao que se vê hoje ocorreu entre os anos de 1913 e 1916, quando derrubou-se o muro e o chafariz ganhou uma escadaria. Na década de 1930, foram plantadas árvores exóticas, como pau brasil, e construídos monumentos artísticos e canteiros em forma de labirintos. Adquire, então, o status de praça mais bonita da cidade.

Admiração geral
Essa evolução histórica traz à tona a ressignificação do local, conforme a população como um todo passou a usufruir do espaço público, tornando-o um ponto de encontro de diferentes culturas. Os realizadores do documentário acreditam que as pessoas têm aproveitado mais a praça, principalmente aos finais de semana. Nos sábados de Mercado das Pulgas, a circulação aumenta ainda mais.

Esse cenário foi o que conquistou a dupla responsável pelo projeto. Ambos não são pelotenses, mas se encantaram com a cidade e suas histórias. Vieram a ficar amigos no curso de Jornalismo da UCPel, pelo qual desenvolveram Vítreo habitat: Café Aquarios, produção documental e acadêmica que aborda o clássico estabelecimento localizado na esquina da 15 de Novembro e 7 de Setembro. O vídeo está disponível no YouTube e conta com mais de seis mil visualizações.

A série continua
Os rapazes decidiram seguir com os documentários e realizar do próprio bolso, já que não conseguiram apoio público ou privado, o vídeo sobre a Coronel Pedro Osório. Foram oito meses de produção, de muita pesquisa, gravações e entrevistas com historiadores, escritores e trabalhadores da praça. Até mesmo um drone foi utilizado para realizar imagens aéreas do local. As fotografias antigas, em sua maioria, foram cedidas pelo Almanaque do Bicentenário. Na lista dos projetos futuros figuram como prováveis temas a rua 15 de Novembro, considerada a segunda via de comércio local, e a Praça das Carretas, que se estendia pelas atuais 20 de Setembro e Cipriano Barcellos, tida como a porta de entrada da cidade, um lugar marginalizado.

Serviço
O quê: lançamento do documentário Olhares sobre Pelotas: Praça Coronel Pedro Osório
Quando: Nesta sexta, às 18h
Onde: Casarão 8, na praça Coronel Pedro Osório
Entrada franca
Duração: 45 minutos

Fonte: Diário Popular - por Max Cirne

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