Publicado 08/12/2009 13:10
O vale fértil do Nilo fez germinar mais do que produtos para alimentar o corpo. Muitas crenças, lendas e histórias do Antigo Egito emergiram deste solo para alimentar o espírito. A mitologia marca a trajetória dos primeiros povos a levantarem a teoria da existência de um Deus único, apesar de serem conhecidos pela crença em vários deuses e deusas. As descobertas egípcias deixaram legados na agricultura, nas artes e ciências. Dessa forma, a cultura egípcia é fascinante por sua grandiosidade e relevância para a humanidade, que precisa olhar para o passado para vislumbrar um futuro.
Até o dia 12 de dezembro, a sala superior do Clube Caixeiral abriga relíquias da cultura milenar de faraós, cleópatras, múmias, pirâmides, deusas, deuses, sacerdotisas e sacerdotes. O Museu Egípcio Itinerante percorre o mundo levando a história desse povo sábio ao conhecimento das mais longínquas civilizações através da exposição de 200 peças. Cerca de 90% delas são réplicas em tamanho real das peças originais. A visitação ao museu constitui-se em uma experiência sensorial proporcionada pela sonorização com a narração dos personagens da história egípcia e da iluminação que guia os visitantes entre os artefatos, similar ao sistema de luzes que ambienta a visitação das pirâmides.
O museu cumpre a missão de levar o Antigo Egito aos olhares do mundo desde 1992 sob a direção do artista plástico egípcio Essam Elbattal. A ideia surgiu da percepção de que as réplicas confeccionadas por ele a partir de 1987 para comercializar eram muito apreciadas, mas que algumas delas não seriam aceitas pelo mercado. “Ninguém vai querer comprar uma múmia”, pondera o egiptólogo. Portanto, ele reuniu seu acervo pessoal e passou a carregá-lo na bagagem. Depois de passar por várias cidades gaúchas, o Museu Egípcio vai para São Paulo.
Os artefatos expostos e as histórias narradas com trilhas ao fundo exercem fascínio até mesmo sobre os pequenos, já conquistados por produções cinematográficas milionárias como a trilogia A múmia, estrelada por Brendan Fraser. O diretor do museu acredita que a televisão e o cinema replicam uma ideia distorcida sobre seu país. “A imagem que as pessoas têm do Egito está congelada. Pensam que vão ver só turbantes, túnicas e camelos”, comenta. Por isso, ele explana sobre a temática e fica à disposição para sanar qualquer dúvida que surja entre os visitantes.
Porém, Elbattal faz questão de ressaltar que ainda há muitos mistérios a serem desvendados. “O Egito é um quebra-cabeça”, compara. O egiptólogo lembra que há 100 anos ninguém conhecia a verdadeira história do país. Depois da descoberta da Pedra da Roseta, que serviu para os pesquisadores decifrarem os hieróglifos, é que a cultura de mais de cinco mil anos foi aberta para o mundo.
Papiros originais, miniaturas de sarcófagos e outros símbolos da cultura egípcia, incluindo acessórios dignos de adornar Nefertiti, trazidos direto da vale do Nilo, estão à venda no saguão do Clube.
Serviço
O quê: Museu Egípcio Itinerante
Quando: até dia 12 de dezembro. Visitação de segunda a sábado, das 8h às 20h
Onde: no Clube Caixeiral (praça Coronel Pedro Osório, 106)
Ingressos: R$ 7,00 para público em geral e R$ 5,00 para estudantes, professores e idosos
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Fonte: Diário popular
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