As mãos deslizam pelo violão espanhol e elaboram fortes melodias. Sobre esse som, passos de um marcante sapateado e movimentos que, de tão precisos, fortes e expressivos, envolvem a alma e fazem ferver o sangue - de quem executa e de quem assiste. De um folclore nascido na região de Andaluzia, o flamenco foi promovido à arte. Arte para ver, ouvir e sentir. Prepare seus olhos, seus ouvidos e seu coração para a noite de domingo: a premiada Companhia de Flamenco del Puerto, de Porto Alegre, trará seu tablado a Pelotas. O espetáculo Noches flamencas está marcado para as 22h no Bar e Champanharia João Gilberto, em uma realização da Caio Lopes Produções Culturais.
Em atividade há quase 12 anos, a Companhia del Puerto aposta em um trabalho arraigado nas tradições hispânicas, sem deixar de ser moderno. “O movimento é contemporâneo, mas bem enraizado e pesquisado”, afirma a bailarina e produtora Daniele Zill. De fato, para um profissional do flamenco, o estudo da História é tão importante quanto a parte técnica. Mas não é só isso: de quem quer se dedicar a esta arte que nasceu do povo, são exigidas faculdades artísticas de várias ordens. É preciso saber da música, do canto e da dança (o “toque”, o “cante” e o “baile”, para usar a linguagem do meio) - pois em cima do tablado, os três convergem para formar um peculiar sentido estético.
Domingo 22/01/2012 22:00
Bar e Champanharia João Gilberto
Rua Gonçalves Chaves, 430
À venda por R$ 20,00 no próprio bar e no posto Cidadão Capaz.
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